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Por
Ana Luiza Ferraz - Psicóloga (CRP 06/68640)
10/01/2010
Continuando
com os artigos sobre disfunções sexuais, outra
conhecida e comum é a ejaculação precoce. É definida
como a dificuldade de manter o controle sobre sua
ejaculação. Aquela ejaculação que ocorre antes ou
até 1 a 2 minutos depois da penetração vaginal
sugere fortemente a ejaculação precoce. No caso em
especial aqui no site, estamos falando de
homossexuais masculinos, e a penetração vaginal
seria substituída pela penetração no parceiro;
afinal a disfunção erétil não escolhe heteros ou
homos. Mas, de forma geral, pode-se dizer que a
ejaculação precoce representa um problema no
controle do orgasmo, o qual ocorre mais rápido que o
esperado e desejado, trazendo um “fim” abrupto à
atividade sexual.
Essa disfunção
é reconhecida como a mais comum disfunção erétil
masculina, afetando de 10 a 30% dos homens em alguma
fase da vida. Tipicamente, a ejaculação precoce é
encontrada em homens jovens e está presente desde as
primeiras relações sexuais.
A ejaculação
precoce se classifica em primária, quando ocorre
desde o início da vida sexual e secundária ou
adquirida que acomete um homem que antes tinha uma
vida sexual normal. Pode ser classificada em
generalizada quando ocorre com qualquer parceiro (a)
e situacional quando ocorre com parceiros (as). Aqui
podemos ressaltar o caso dos homossexuais,
principalmente no caso da secundária. Vamos imaginar
um rapaz que sempre teve relacionamentos com
mulheres, mas que tem curiosidade ou que vem
sentindo algo diferente por homens e quer
experimentar relações sexuais com o mesmo sexo.
Nesse momento esse rapaz pode sofrer de ejaculação
precoce secundária devido a ansiedade da situação.
No mesmo exemplo a classificação de generalizada e
situacional também pode ocorrer.
As causas
envolvem aspectos psicológicos, orgânicos e mistos.
Envolve sentimento de vergonha e culpa sobre a
sexualidade, iniciação precoce ou perturbada da vida
sexual, situações de ansiedade e o importante também
é o comportamento do parceiro (a).
O tratamento
inclui farmacológico e psicoterapia individual ou de
casal.
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