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Por
Ana Luiza Ferraz - Psicóloga (CRP 06/68640)
24/11/2009
A partir desse artigo, vamos explicar um
pouco a respeito do que são e quais são as
disfunções sexuais.
O termo disfunção sexual é
aplicado em situações que aspectos fisiológicos e/ou
psicológicos da relação sexual são alterados. As
disfunções sexuais ocorrem tanto em homens como em
mulheres, independente da orientação sexual, idade e
raça. Sem dúvida prejudica ou impede que as pessoas
envolvidas se satisfazem sexualmente, podendo até
causar danos no tipo de relacionamento estabelecido,
seja namoro, casamento ou simplesmente sexo casual.
Existe uma série de
disfunções sexuais. Alguns exemplos:
- Ejaculação
precoce;
- Disfunção
erétil;
- Vaginismo;
- Compulsão
sexual, entre outros;
Nos próximos artigos vamos
“falar” um pouco sobre cada uma...
Para iniciar essa série, a primeira disfunção
sexual que vamos conhecer é disfunção erétil. Este é
um termo médico atualmente mais aceito para definir
a conhecida impotência sexual que é a incapacidade
do homem de obter ou de manter uma ereção
satisfatória para o ato sexual. Mesmo existindo o
desejo sexual, a disfunção erétil pode acontecer.
Cerca de 10% dos homens entre
40 a 70 anos de idade tem alguma forma de disfunção
erétil, mas apenas 30% procuram ajuda médica.
O processo
da ereção
Quando o homem não é
estimulado, o pênis permanece flácido ou relaxado
(considerado estado normal). Quando o homem passa a
ser estimulado através de algum cheiro, som, toque,
algo que vê ou memória, o pênis começa a ficar ereto
(duro), pois o cérebro é acionado como um gatilho
para algo considerado por ele como erótico. Essa
reação é controlada pela testosterona e a partir daí
o cérebro comanda uma série de reações para nervos,
vasos e músculos que culminarão na ereção. Os corpos
cavernosos se enchem de sangue e o pênis se mantém
rígido. Se uma falha acontecer nesse processo pode
resultar numa disfunção erétil.
A maioria dos homens já
passou por algum momento de impotência que
geralmente foi resultado de cansaço, stress ou abuso
de álcool. Essas falhas que ocorrem ocasionalmente
não devem ser consideradas como sérias, a menos que
se torne freqüente.
A disfunção erétil tem como
causa fatores orgânicos, psicológicos ou uma mistura
de ambos. Como causa orgânica encontramos diabetes,
câncer, arteriosclerose e lesões cerebrais. Pode
aparecer como primeira manifestação de diversos
distúrbios como hipertensão arterial, doenças
cardiovasculares e insuficiência renal. Doenças
endócrinas, traumatismos da medula espinhal,
cirurgias pélvicas radicais, radioterapias,
alcoolismo, tabagismo, uso de drogas e
antidepressivos podem ajudar na disfunção erétil
como distúrbios associados.
Como causa psicológica
aparece ansiedade, depressão, stress, depressão ou
culpa por algo. Se acontecer de um homem ter uma
experiência desagradável, como a perda da ereção ao
fazer sexo ou uma ejaculação muito precoce, tende a
na próxima relação relembrar tal fracasso, tornar-se
ansioso e isso propiciar uma nova falha num círculo
vicioso.
Inicialmente, o paciente que
suspeitar de disfunção erétil de procurar um médico
para solucionar algum sintoma orgânico. Detectando a
doença, irá receitar algum medicamento voltado para
tal que deverá ser tomado conforme prescrição médica
e possivelmente encaminhará para um psicólogo. Dessa
maneira, o paciente realizará acompanhamento médico
e psicoterápico com ode melhorar as causas psíquicas
e conteúdos internos que bloqueiam a ereção.
A postura do parceiro (a) é
de extrema importância. A ajuda e o entendimento
deste momento fortalece o ego do “doente” e favorece
encontros sexuais mais agradáveis.
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