|
Por
Ana Luiza Ferraz - Psicóloga (CRP 06/68640)
18/07/2009
É na adolescência que o jovem define sua
orientação sexual, caso surgir numa fase anterior do
desenvolvimento alguma dúvida a esse respeito.
Porém, é muito comum hoje em dia muitos
adolescentes, após se definirem sexualmente falando,
sofrerem uma série de gozações, brincadeiras, muitas
vezes de mau gosto, chegando a humilhações
psicológicas e violência física. Tal comportamento
pode ocorrer dentro da escola:seja ela pública ou
privada; no círculo de amigos: podendo até surgir o
afastamento de alguns; no ambiente social: clubes,
academias, vizinhança, etc.; e até mesmo dentro da
própria família no qual esse jovem será comparado
com irmãos (as), primos (as), sobrinhos (as), netos
(as), e assim por diante.
Mas porque isso acontece ?
Talvez pelo fato de algumas pessoas não terem
conhecimento do que é a homossexualidade e acharem
que com algumas pancadas conseguem resolver o
problema e então aquele jovem gay "voltar ao
normal".
Quando o agressor também está na fase da
adolescência, o que pode ocorrer é o surgimento de
um dos mecanismos de defesa realizados pelo nosso
ego: a negação. Nessa fase, é comum um (a)
adolescente se identificar com pessoas da mesma
faixa etária e essa identificação funciona como um
espelho. A partir daí, a agressão acontece como uma
manifestação da não aceitação de que aquela pessoa
(menino ou menina) seja gay, e dessa forma ela
também se tornar um.
Não podemos deixar de realçar aqui a questão da
homofobia que é um termo utilizado para identificar
o ódio, aversão ou a discriminação de uma pessoa
contra homossexuais, homossexualidade ou
genericamente de modo pejorativo, qualquer expressão
de crítica ou questionamento ao comportamento
homossexual.
O termo é um neologismocriado pelo psicólogo
George Weimberg em 1971 numa obra impressa,
combinando as palavra grega phobos ("fobia"),
com o prefixo homo-, como remissão à palavra
"homossexual". Phobos (grego) é medo em geral. Fobia
seria assim um medo irracional (instintivo) de algo.
Porém, "fobia" neste termo é empregado, não só como
medo geral (irracional ou não), mas também como
aversão ou repulsa em geral, qualquer que seja o
motivo. Etimologicamente, o termo mais aceitável
para a idéia expressa seria "Homofilofóbico", que é
medo de quem gosta do igual.
Alguns estudiosos e indivíduos comuns atribuem a
origem da homofobia às mesmas motivações que
fundamentam o racismo e qualquer outro preconceito.
Nomeadamente, uma oposição instintiva a tudo o que
não corresponde à maioria com que o indivíduo se
identifica e a normas implícitas e estabelecidas por
essa mesma maioria, nomeadamente a necessidade de
reafirmação dos papéis tradicionais de gênero,
considerando o indivíduo homossexual alguém que
falha no desempenho do papel que lhe corresponde
segundo o seu gênero.
Algumas pessoas consideram que a
homofobia é
efetivamente uma forma de xenofobia que na sua
definição mais estrita: medo a tudo o que seja
considerado estranho. Esta generalização é criticada
porque o medo irracional pelo diferente não é,
aparentemente, a única causa para a oposição à
homossexualidade, já que esta atitude pode também
provir de ensinamentos preconceito, informação ou
ideologia, por exemplo.
|