Dentro do homossexualismo masculino, “ser
ativo” e “ser passivo” são dois termos muito
utilizados e de certa forma delicados quando
abordadas e tratados, pois é preciso se
remeter ao fato do sexo em si.
Num relacionamento homossexual, as
formas mais comuns que os envolvidos encontram
prazer são através do sexo oral e do sexo
anal. A partir daí podemos explicar o que é
“ser passivo” e o que é “ser ativo”, ou então
“fazer a função e/ou papel de ativo” e “fazer
a função e/ou papel de passivo”. O primeiro é
aquele que pratica ação da penetração no sexo
anal e como consequência o passivo é aquele
que recebe.
Existe uma idéia de que o passivo é
mais afeminado do que o ativo. Talvez isso
tenha sua origem visando um relacionamento
heterossexual e a própria história da
humanidade sexual. Quando um homem e uma
mulher estabelecem uma relação sexual, na
maioria das vezes é o homem quem fica sob o
poder da dominação pois é ele quem faz a ação
da penetração, sendo dessa forma o ativo. A
mulher, por sua vez, fica na posição passiva,
se subordinando à dominação do homem. Contudo,
o homossexual passivo faria as vezes da mulher
por receber a penetração, talvez daí o
pensamento em ser mais afeminado. Mas, é muito
importante ressaltar que existem inúmeras
posições sexuais e dentre elas a mulher também
pode ficar numa posição de dominação e é ela
quem irá controlar a relação mesmo sendo
penetrada pelo homem. Pensando por aí, o
homossexual passivo pode ser ativo numa
relação sexual posterior havendo uma troca de
papéis ou de funções.
O que ocorre tanto nos relacionamentos
heterossexuais como homossexuais no que se
refere a ser dominado e dominar numa relação
sexual, nada mais é do que preferência e nada
demarcado como ser ou não mais ou menos
afeminado.
Dentro de um relacionamento amoroso, o
diálogo, a exposição de seus desejos, de suas
vontades, de suas fantasias, um “acordo” entre
o casal sobre preferências é primordial e isso
vale não só para relacionamentos heteros mas
para relacionamentos homos também, o que
promoverá um bem estar no relacionamento como
um todo e de forma geral.