Quando uma pessoa se percebe
homossexual, homem ou mulher, a primeira dúvida
que vem a cabeça é
“me assumo ou não ?” ou então “como
vou contar para meus familiares e amigos ?”
Os homossexuais usam uma
expressão quando o tema do debate é se assumir:
“sair do armário.” Vamos
imaginar uma pessoa presa dentro de um armário.
Lugar escuro; sem circulação de ar; dependendo
do tamanho do armário que estamos imaginando,
essa pessoa ficará numa posição desconfortável e
dificilmente conseguirá sair dela; entre várias
outras coisas. Se levarmos ao pé da letra tal
expressão, vamos imaginar essa mesma pessoa
saindo desse armário: a primeira sensação que
terá com certeza é LIBERDADE em todos os
sentidos. Acredito que seja exatamente LIBERDADE
o que as pessoas sentem quando assumem sua
homossexualidade.
Na hora de sair do armário, é
importante pesar os prós e os contra que tal
comportamento possa repercutir, afinal a ação de
se assumir homossexual requer uma reação que
nunca se sabe qual será exatamente. Vai de
encontro não só a opinião de familiares e
amigos, como também a postura religiosa e da
sociedade como um todo. É
muito relativo dizer que todos os homossexuais
devem sair do armário e contar aos quatro ventos
sobre sua orientação sexual, porque
somos dotados de subjetividade, na qual cada um
é cada um e sabe reconhecer de que forma família
e amigos irão reagir, por mais que o gostinho de
LIBERDADE seja muito bom.
Em minha vivência clínica, já
atendi alguns homossexuais com essa dúvida em
mente e por algumas vezes, deixei uma pergunta
para reflexão: “os heterossexuais
precisam se assumir ?” Então, penso que os
homossexuais devem (ou pelo menos tentar) viver
como os heterossexuais,
simplesmente vivendo sua orientação, pois dessa
forma já estará se assumindo ou então saindo do
armário.